Eu sou muito feliz por ser vaqueiro, Me criei no sertão pegando gado, Com o simples olhar de uma pequena, Eu fiquei para sempre apaixonado; Eu pensava que fosse brincadeira, Numa noite tão linda de fogueira, Sem querer segurei na sua mão, Se eu contar pouca gente acredita, Que essa jovem tão meiga e tão bonita, É a filha mais nova do patrão... Quando são cinco horas da manhã, Penso em Deus e pra luta me levanto, Corro a vista no pátio da fazenda, Vejo gado malhado em todo canto, Eu por ser da fazenda um bom vaqueiro, Vou de ponta de pé para o terreiro, Atendendo aos impulsos da paixão, Sem temer a carranca do pai dela, Da calçada eu me escoro na janela, E dou um beijo na filha do patrão... No final de semana tem forró, E eu termino mais cedo meu trabalho, Dou comida ao cavalo e prendo o gado, Guardo a cela, o gibão e o chocalho, Num horário marcado pra nós dois, Ela chega primeiro e eu depois, O encontro da gente é no salão, Invejosos cochicham sem descanso, Comentando na festa que eu só danço, Com a filha mais nova do patrão... O seu pai descobriu nosso namoro, Quem é pobre com rico nunca bole, Ainda bem que na nossa profissão, Não conheço vaqueiro pra ser mole, Inventei de falar com o pai dela, E pedi para me casar com ela, Mas o velho zangado disse não, Me botou da fazenda para fora, Desta vez eu vou ter de ir embora, Mas só vou com a filha do patrão... (2x)

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